Ternura

Tristeza franca se aconchega
e a verdade livre de temor.

Sua força descansa.
Seu desejo não supre, não chega
não acalma, não prende.
Sua alma silencia.

Sente e sentes que não devo sentir.
Até quando o porque fará sentido?
Até quando veras a diante?

Devotas caos em sensações
provoca, instiga uma palavra(ao menos),
mas a alma desatende.

Se lança em cruzada…silêncio em resposta

O que falta entender?
O que tens perderás.( sua vitòria)

Ternura é suave tristeza
silêncio é paz ao extremo
Liberdade é falta de amor.

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Published in: on 29 dezembro 2011 at 16:10  Deixe um comentário  

sobre o triste

Sou triste, não estou por um problema ou passando por uma fase.
Não vivo chorando pelos cantos ou sinto vontade de morrer, apenas não riu com a mesma frequência que as pessoas que convivo, o problema é que não costumo censurá-las por seus sorrisos idiotas ou por atitudes “positivas” que as impedem de pensar na beleza de chorar com uma perda e crescer com a vivência de um drama.Drama que no mundo dos felizes é palavra proibida.
Um poco de melancolia não torna um a pessoa infeliz apenas demonstra seu carater diante da realidade.
Minha falta de alegria não me torna menos humano ou sensívell as boas coisas da vida.
Não creio que a vida se resolve no sofrimento ou que isto me torna mais maduro, alias poucas são as razões pra sofrer neste monento da minha vida, mas preciso ser sincero, preciso ser eu mesmo.
Não irei adiante sem viver este momento, hoje sou triste.
Que me perdoem os que buscam me animar ou pensam que irei pro inferno por não louvar a deus sobre tudo.

Published in: on 29 dezembro 2011 at 16:05  Deixe um comentário  

O que lhe basta

O que lhe basta é falta de desejos.
Não vês futuro ou por que?
És o hoje que vês
e vives a força da indolência.
Ainda crer que crer é uma farsa!
Seu querer te leva ao nada
Seu amor é uma fraude.
Seu destino é não pesar.

Transgride a voz que lhe guia,
repetindo versos que não sente.
Amas o drama que convêm
e vive feliz… ou será felicidade
a indiferença que cultivas?
Dorme o sonho que persiste
Envolve a graça da alegria
em traçõs mancos de verdade.

Aguarda em falso retrocesso
o momento em desventura.
Com força em desnecessária demasia
agride o tempo que não tem.
Inutilmente inérte repousa sob a sombra
abaixo do abismo que cavou
fugindo da mentira que criou
e não respeita.

O que lhe basta é estar sem precisar.

Published in: on 29 dezembro 2011 at 16:04  Deixe um comentário  

lágrima

ACIMA DE TUDO GOSTO DE TI.
ME ENCANTO COM SUA FALA
SEU GESTO, SUA POESIA.
POESIA QUE TE ENVOLVE MESMO CALADA,
DAÍ MEUS OLHARES NUNCA ENTENDIDOS.
PAREÇO CRIANÇA, E SOU UM MENINO
SEMPRE QUE CONVERSO CONTIGO
ATRAÍDO ME VEJO SEM JEITO
COM SUA PELE E SORRISO.
SEU CORPO ME CHAMA E RESISTO
NÃO POR VONTADE OU COMPROMISSO.
RESISTO POR TI, POR UMA CHANCE CONTIGO
VEJO UM AGORA FUTURO
UM MOMENTO BEM PERTO
VEJO E REMORSOs DE SONHOS
ME ATIGEM, ME PRENDEM
A TI.

Published in: Sem categoria on 11 agosto 2011 at 18:32  Deixe um comentário  

Adiante uma sombra disforme
se forma na falta de luz.
Mais densa que o negrume
interior e seu externo refletir.
Me lanço a seu âmago segredo
devoro sua prece impertinente.
Vejo a mimh’alma resumida,
a indolentes versos contidos.
Me leio e revejo minha vida
camuflada em prosa aberta.
Digo e não escrevo e que persebo
em mim e minha idéia verdadeira.
Luto por impor minha pureza
e vencido deixo este poema.

Published in: Sem categoria on 2 julho 2011 at 17:26  Comments (4)  

inverno

De resto escrevo meus pressagios de verão
Antes de abraçar o inverno chorando o outono passar.
Meu tempo não deixa.
Não creio no frio vento da noite
Não vivo o céu rasgado de cinza
Não ando na brisa cortante.
Ainda não vivo o silêncio de escuras manhãs.
Apenas desejo.
Meu gesto contido disfarça a angustia.
Cinica modéstia de movimento.
Céus ausentes em madrugadas azuis
são o sonhos vividos no inverno contíguo.

Published in: Sem categoria on 28 junho 2011 at 17:26  Deixe um comentário  

sou brasileiro…

Amo a vida que possuo por pior que ela seja, ainda amo essa desgraça,
quando deixar de amar me suicido, mas por hora desfruto do prazer que me causa um abraço entre estranhos, um bom dia ritualmente repetido por pessoas que se odeiam no trabalho.A alegria da vitória de um time de futebol, ou a eleição de um mulher a presidência desta merda de pais (não sei o que é mais patético o país ou ..).
Não, não estou sendo irônico e também não sou otimista, não creio na melhoria das pessoas em massa, sempre seremos um país de ilusões e
conveniências repetindo estupidamente que nunca iremos desistir.
A pergunta que sempre me vem a cabeça é: Desistir do que?
Do hexa, ou da mentira chamada democracia, temos o habito bizarro de crer que somos livres, que temos acesso a conhecimento e podemos mudar o mundo e tudo que sabemos fazer de verdade e sentar e rir da tv enquanto esperamos para voltar a rotina de penúria.
Amo o fato, de não ser o que queria quando criança e a certeza que
não faz a menor diferença, aliás sonhos não realizados são o que movem nossas vidas, entre um e outro os anos passam e a gente se engana achando que fizemos tudo que podíamos e que pelo menos foi divertido.
Mentira maravilhosa não é?

Published in: on 7 junho 2011 at 17:22  Comments (2)  

Atores de sí mesmos…

Do lado de dentro há um palco vazio
há um som de lembranças
que ecoa um desígnio, falso acanhado
Um breu de mentira transpassa a idéia
Há temores ganhos de outrem.

Uma voz recolhida. Um talento fechado
Uma força quieta, calada no tempo
Uma sombra acanhada se inibe a subir
a brilhar sob a luz.

Já não é o que era antes…
Deixou de existir em meio de sonhos e quimeras…
A luz já não reflete um ser
E sim, uma falsa imagem do que um dia foi gente.

Por: Reis de Oliveira
Participação: Edson Duarte

Published in: Sem categoria on 29 maio 2011 at 17:31  Deixe um comentário  

O que não tenho

Não vejo saída em mim.
Admiro a esperança vista de longe, como uma tela impressionista
que depende da luz.
Esta farsa forjada no medo do fracasso, cantada e gloriada como virtude, não possuo.
Minha razão a denomina fuga, um desvio banal que uma hora ou outra regressa ao problema.
Não creio que tudo tenha solução, que um dia possamos entender o universo ou no poder da ciência.
Entre ciência e religião prefiro o silêncio, a paz de saber que não preciso de respostas para tudo que não entendo.
Adimito que por vezes tentei crer que poderia resolver um problema apenas aceditabdo que seria capaz e sempre cheguei a conclusão de que não é a fé em mim que chega a solução e sim o quanto lutei pra isso.Crer nunca sera poder, eperança gera preguiça que inerte a ação
retendo o progresso, assim sendo nada é mais cruel do que esperança.
Como uma tela de Eliseu Viscionti(camponesa sentada na grama)
Onde a beleza esta na angustia. Assim é a esperança

Published in: on 19 maio 2011 at 16:48  Deixe um comentário  

Apenas o fato

Não fujas
O cerco não se alastra.
A noite não acaba, o tempo não tem fim.
Não basta temer.
O vento não se cala por você ter medo.
Teus olhos…
Não deixe de ver.
Questione a busca,
por si.
Questione o querer.
Descubra o inculto.
Deslumbre e morras para fora.
Não basta viver.
Seja a reação,em palavras e gestos.
Nunca tenha fé,
apenas o fato.
Não fujas do fato.
O mundo não melhora
se você pensa que sim.
A noite não clareia por
você ter se perdido.
Aceite a condição
Seja um livre poema,a frase de um enigma.
Seja o ser sem pudor,e serás a poesia.
A verdade da vida que lutas para saber.
Não fujas.

Published in: Sem categoria on 23 fevereiro 2011 at 17:25  Deixe um comentário