Malícia

Estou calado entre suas frases.
Parado entre seus passos.
Reagindo a suas preces.
Observo o que não mostra.
Sua idéia é meu refúgio.
Te domino a me submeter
e não percebes que o sentido
eu escolhi.
Agride meu pensar com palavras
que inventei.
Meu ditado é tua fala de injúrias
contra mim (supostamente)
Esconde-se quando quero liberdade
acreditando estar mentindo.
Ponho a prova minha ambição
te fazendo ser cruel ao meu querer.
Choro ao ver minha obra prima
Seu amor como ódio a me bater.

Published in: on 21 maio 2012 at 16:32  Deixe um comentário  

Incorreto…part 1

De tão longe foge a ilusão.
A trama,a espera e a certeza
não se lançam no fim.
Está longe das regras da luz.
Inalcansável para o real.
A sanidade segue a distância
saliando de raiva pela derota.
Vê-se apenas alegrias.
Distantes em vultos ou sombras.
Não há respostas ou entendimento.
o caminho demasiado longo as impede.
Não se arrisca aproximação.
Não se transforma a intenção.
E tudo segue como um sonho.
Distante, nebuloso… Incorreto

Published in: on 8 janeiro 2011 at 21:11  Comments (3)  

Há saída desse breu?
Diga-me!
Diga-me se não!
Há caos sem luz?

Clame-se por toda parte
desça fúria sem cessar
Percorre dias o intento
até o drama do silencio.

Vinho de ervas danihas
Trabalhado em valas de barro
Sangra a vida da memória
enturva a chance de falar

Estás a beira da agonia
Sorrindo a se calar.

Published in: on 11 agosto 2010 at 21:00  Comments (1)  

Circula pelas ruas anulado em pensamentos
congrega amargas lembranças de outros
Cativa olhares frios que observam

Se vem, se vai alem da medida
resiste ao o risco do dia durar
Prolonga a vida por ser triste.

Penoso é o mar de outros ventos.
Ausência perdida nas ruas de ontem
retorna ao peito depois do sonho.

Sonho esquecido aparece na sala
Amores passados pertubam o silencio
Asim segue a vida a debochar.

Circula pelas ruas anulado em sentimentos
reclusos,simulados à portado bar
Investe em olhares de frieza

É tudo o que possui,tudo o que conhece,
não há o ser a sua espera,nem um a se lembrar
Por onde vai carrega a si do lado de fora dos olhos,
Úmido,quente mas nunca deixa de seguir.

Published in: on 30 abril 2010 at 19:36  Comments (1)  

O espelho

Sinto-me ser de várias almas.
Não me conheço por completo.
Ante o verso me revelo.
Jamais me revivendo
Sinto-me alma de outros seres.
A todo tempo me esquivo
Não retorno ao conhecido
invisto ao doce tétrico.
Sinto-me vazio de ser.
Cheio de almas estranhas.
O raiar de outras vidas
Onde estará minha pessoa?
Perdi-a a tempos atráz?
Vejo-a em sonhos cabreiros
que ressurgem minha febre
covarde da vida passada.
Agora,vivo o interesse esquecido
por todos que passaram por mim.
Sou sonhos olhares,desejos
coragens, mentiras e respeito.
Sendo almas,seres destinos e promessas
Sou além do que eu mesmo.

Published in: on 4 março 2010 at 17:03  Comments (2)  

Evidência

Surge em maravilha
sendo o mal
que desfaz planos.

Traz a tona malefícios.
Inverte sonhos clareando-os.
Deveras fere a tentação.

Corrói a vida pelo centro
ataca medos e desejos.

não deixa vícios,
não traz mistérios,

onde vai se vão os traços
feitos finos por lembranças.

Critérios perspicazes
aclamados por fiéis
incapazes de viver,
ou vencer a agonia.

Terás mais a partilhar
além do tédio que irradias?
terás vida a oferecer
além de inaptas verdades ?

Sucumbi a própria força
Deixa a mente sem ação
Preza a regras de outrora
longe da paixão que se decipa
sob olhares distorcidos.

És particula e futuro
não mais que respeitosa
distante de toda graça
de segredos ou venturas.

Critério vivo retorcido

Published in: on 2 março 2010 at 18:31  Deixe um comentário  

À sombra…

Cresce num canto da sala
esquecida à falsa sombra
rosa escrava de temores
dos sonhos de amanhã.

Negra de cores intensas
pétalas e galhos imensos
Rumores de cores azuis
vivos como toda fraqueza.

Nutre-se de prantos..
diurnos,calados a lua
como um breviário
de sádicos inquisidores

Retêm os males antigos.
Simulando a salvação

Published in: on 21 fevereiro 2010 at 0:15  Deixe um comentário  

Lamparina

No mais era prazer…
decerto era a vida revivida
a cada golpe de misericódia…

Quando deu por si já era o gesto
era o modo por completo.
Era a vida retirada.
Seus pesares de infância
Delírios desejados
era o mal em reverência.

Sua amiga sua guia
sua força para o caos
Era a morte desvendada
sem o medo e sua luz.

Teogonia eclarecida
o tragédia e seu pesar
a esperança e sua graça
a verdade e seu final.

Era o falço por inteiro
desde o dia em que matou
em que matou seu lumiar
nada mais valia a vida.

Published in: on 9 janeiro 2010 at 22:51  Deixe um comentário