O que lhe basta

O que lhe basta é falta de desejos.
Não vês futuro ou por que?
És o hoje que vês
e vives a força da indolência.
Ainda crer que crer é uma farsa!
Seu querer te leva ao nada
Seu amor é uma fraude.
Seu destino é não pesar.

Transgride a voz que lhe guia,
repetindo versos que não sente.
Amas o drama que convêm
e vive feliz… ou será felicidade
a indiferença que cultivas?
Dorme o sonho que persiste
Envolve a graça da alegria
em traçõs mancos de verdade.

Aguarda em falso retrocesso
o momento em desventura.
Com força em desnecessária demasia
agride o tempo que não tem.
Inutilmente inérte repousa sob a sombra
abaixo do abismo que cavou
fugindo da mentira que criou
e não respeita.

O que lhe basta é estar sem precisar.

Published in: on 29 dezembro 2011 at 16:04  Deixe um comentário  

Seu modo

Faz-te falta um certo adeus
com teor cínico de bondade.
Faz-te falta um vil sorriso,
falsa fala com carinho.

Traz o canto e causa estórias
Traz a vida e porta o verso.
Verte sonhos e causa intrigas
esqueces da vida.

Traz a alma em prosa farta
Deixa claro e narra o fim
De jeito meigo e sem coragem
de dizer do que se trata.

Published in: on 4 janeiro 2011 at 16:08  Deixe um comentário  

Oculto

Desperta dos sonhos,demônio
e aquece a furia oportuna
de estar a sacada da vingança
Verás alegria em sombras,
de sonhos que não são seus.

Desperta, demônio e supre
a ventura da glória roubada,
escondida no riso sarcástico.
Terás teores de malícia,
Demônio de gestos cobiçados

Ataca e transforma indolência
em versos de renomes e honra.
Pôe a venda a rebeldia
e recebe de volta ignorância
Demônio de indole oculta.

Regressa e descansa em palavras.
Satisfeito adormece em temores
tolos, sem razões de existencia.
Aguarda oportunidade de guerra
O dêmonio que conduz o mundo.

Published in: on 17 novembro 2010 at 16:18  Deixe um comentário  

certamente

Elo
perdido o retorno
Estou,
intacto
Sem medo ou coragem
Entregue ao retiro.
Escuro em ciência.
De dia a renúncia
cravada em defesa.
De noite avareza
de gestos e sonhos.
Intacto,
permaneço
e construo a mim mesmo.

Published in: on 17 setembro 2010 at 20:01  Deixe um comentário  

Ressurreição

Justo,revela-te outra idéia,
fixa,
doentia,
de uma mente de minúcias.

Justo,revela e representa
a inocência
no ato injuriado de brincar com
seu projeto coagido de esperança.

Talvez…se acreditássem
Iríam ao limite da perda
Honra,
força!
Há redenção?

Não há o Verbo,
expressão de vontade.
Há falta no impensado
Caminho injuriante
delgrado em contradição

Enquanto Verdades sem sonhos
degradam a consciência
Percebes e permanece
às sombras,
irrequieto ,
divulga indecisão
Transpira e repassa a criação

Divagas sobrre a luz
critério fulgas de armar a vida
Sobre as águas encontra escuridão
Vês no barro seu repudio
Vês no ar sua emoção.

Justo,recusa seu viver
Lança ao vento armadilha
caça e prende seu querer
Monta rédeas na Ventura
Se entrega e há de Ser

Published in: on 25 junho 2010 at 19:50  Deixe um comentário  

Quero dar surpresa
ao me encontraem no passado
ao vasculharem mentes vasias,
de mim da vida que deixei.

Quero dar surpresa
ao lembrarem imposturas
ao guardarem tempos no peito
de sonhos que cedi.

Mudei de medos e coragens
deixei amores calados
Sonetos de perdão.

Percepção que me parte
em derrotas,me joga pra fora
na sombra da lua.

Deixarei surpresa
ao encontrarem meu silêncio
em palavras…em lágrimas.

Quero a surpresa da partida
calada sem despedida
um abraço imaginário
dado a outra pessoa.

Published in: on 27 abril 2010 at 18:26  Comments (1)  

Há água na beria da calçada
a beira da rua caindo ao meio fio.
Indiferente a vidas que lhe passam
evapora ao passo que se passa o dia.
De manhã era uma poça a tarde uma
umidade mas resiste a lua e volta.
Cresce a noite e sua forma,toma
forma de pegadas e se espalha
pela rua vagando as duas margens.
Vence a noite outra batalha
Nasce o dia e vira alma
já está por toda parte
Passos se passam pegadas
e suor…
Ontem era uma possa
Hoje uma viva alma.

Published in: on 30 janeiro 2010 at 17:08  Deixe um comentário  

Intuito

Devasso,
o momento de clareza
não tolera a resistência
duvidas de sempre…
amigas de noites em claro.
O momento engana o consciente
contrangindo a sinfonia a atos
melódicos que fazem chorar.
Se possivel fosse,
cantaria a paisagem
…sicera em cinza claro
Já que miúdos difames
retiram da obra todo louvor,
toda menção a delírios inspiradores.
Toda fraqueza que gera a canção
Somos sujeitos a verbos irregulares
modificados a cada nota de glória.
Mas não a glória dá-se a vida.
Vemos perfeição de movimentos
e sons completos sobre o palco.
Mas o momento os devassa
não é esta a obra prima
não se adestra a verdade.
perdeu-se a funesta sinfonia.
A que expunha delírios da vida…
está perdida…
Foi-se o tempo de memórias,
comoções por nossos erros
Foi-se o tempo da paixão,
da entrega por intuito
Por alçar o que é cabal
,o monento não receia.
Canta-se outra canção,
concebida no despeito.
A grande obra obsoleta…
a ordinária dá-se a vez.
Não soo mais desejos,
não tenho esta iluzão
o momento não permite
me devassa os pez no chão.
Devasso o momento
me refaz toda razão.

Published in: on 24 janeiro 2010 at 17:10  Deixe um comentário  

Dá-se a cena repedita
Onde vivem pensamentos,
sem respeito,sem medo.
Onde velas de enxofre
queimam vidas.
Que não vivem

Published in: on 24 janeiro 2010 at 0:23  Deixe um comentário  

Vento soa sob as arvores
gelando as sombras de amanhã
Vento soa na memória
inverte faces da quimera
Vento vem me adoecer
Vento traz aquela dor
Vento cala minha voz
Vento aumenta devagar
traz de volta meu pesar
enche a sala de calor
lança ao chão antigos quadros
e se torna ventania.
Treme a vida ao meu redor
sacode a terra e meu amor.

Published in: on 21 janeiro 2010 at 17:24  Deixe um comentário